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Vida na Suíça ·

Microchip do cão e do gato: o que quer dizer o número (620 em Portugal, 756 na Suíça)

O número do microchip tem 15 algarismos e os primeiros dizem de que país ou fabricante é. Vens para a Suíça com o teu animal? Não precisas de outro chip: o que fazer em Portugal, à chegada e no regresso.

O microchip do teu cão ou do teu gato tem um número de 15 algarismos, igual em toda a Europa (normas ISO 11784 e 11785). Os primeiros três algarismos dizem de onde vem o chip: de um país ou de um fabricante. Se vens de Portugal com o teu animal, o chip português serve na Suíça: não precisas de pôr outro.

Como ler o número

O número tem sempre 15 algarismos. Os 3 primeiros são o código do país, segundo a norma internacional dos códigos de países, ou o código do fabricante do chip. Os outros 12 identificam o animal.

Alguns códigos de países que vais encontrar:

620: Portugal

756: Suíça

250: França

724: Espanha

380: Itália

276: Alemanha

442: Luxemburgo

826: Reino Unido

076: Brasil

Se o número começa entre 900 e 998, é o código do fabricante do chip, e não de um país. É muito comum, em Portugal e na Suíça. Não faz diferença: o número é único na mesma, e qualquer leitor o lê.

Em Portugal: o SIAC e o DIAC

Em Portugal, os cães, os gatos e os furões têm de ter chip e estar registados no SIAC, o sistema nacional dos animais de companhia, se nasceram em Portugal ou lá vivem há 120 dias ou mais. Quem põe o chip e faz o registo é o veterinário.

Depois do registo recebes o DIAC, o documento de identificação do animal, que também podes ter na aplicação gov.pt.

Vir para a Suíça com o animal

Para entrar na Suíça vindo de Portugal, o cão, o gato ou o furão precisa de três coisas: o microchip, o passaporte europeu para animais de companhia e a vacina contra a raiva válida.

A ordem conta: primeiro o chip, depois a vacina. A primeira vacina contra a raiva só pode ser dada a partir das 12 semanas de idade e só é válida 21 dias depois. Trata disto com o teu veterinário em Portugal, com tempo.

Se te mudas para a Suíça, o animal declara-se na alfândega com os bens da mudança (formulário 18.44), no dia em que passas a fronteira: não pagas nada, mas tens de o declarar.

Os cães com as orelhas ou a cauda cortadas, em princípio, não podem entrar na Suíça. Há uma exceção para quem se muda com o próprio cão, com a prova de que já era teu: confirma com o veterinário antes de vir. E alguns cantões proíbem certas raças ou pedem uma autorização para elas (por exemplo, Genebra e Vaud): confirma as regras do teu cantão antes de te mudares.

Depois de chegares: o AMICUS (cães)

Na Suíça, todos os cães têm de estar registados no AMICUS, a base de dados nacional dos cães. A ordem certa é esta:

1. Primeiro, a comuna: quando te inscreves na comuna, pede também o registo como dono de cão. A comuna regista-te no AMICUS e recebes o teu número de detentor.

2. Depois, o veterinário, nos 10 dias a seguir à chegada do cão: ele lê o chip, confirma o número e liga o cão ao teu perfil no AMICUS. O cão fica com o mesmo chip português (começado por 620 ou por um código de fabricante): não precisa de outro.

Se o cão nasce na Suíça, o chip tem de ser posto por um veterinário nos três primeiros meses de vida, e é também o veterinário que o regista no AMICUS.

Pagas também a taxa anual dos cães da tua comuna. Vê o passo a passo completo no artigo sobre o registo do cão na Suíça.

Para os gatos, o registo não é obrigatório em todo o lado, mas registar o chip numa base de dados ajuda muito a encontrá-lo se fugir.

No regresso a Portugal

Se voltas a viver em Portugal com o animal, o chip continua a servir. Confirma com o veterinário que o registo no SIAC está em teu nome e com a tua morada atual, e na Suíça declara a saída do cão no AMICUS.

Como se lê o chip

O chip não tem bateria nem GPS: não diz onde o animal está. Só dá o número, quando um leitor passa por cima dele. Os veterinários, os abrigos e alguns serviços das comunas usam leitores que funcionam na frequência de 134,2 kHz, a da norma ISO, e leem qualquer chip ISO, seja português, suíço ou de outro país.

Os chips muito antigos, que não seguem a norma ISO, podem precisar de um leitor próprio. Se o teu animal tem um chip assim, fala com o veterinário antes de viajar.

Ler o número não chega: tem de estar registado

Quando alguém encontra um animal perdido e o leva a uma clínica, o veterinário lê o número do chip. Mas nem todas as clínicas consultam diretamente uma base de dados nacional: muitas só veem a base do próprio programa de gestão, ou seja, os animais que já são clientes delas. Para encontrar o dono, o número tem de estar registado numa base de dados nacional (o AMICUS para os cães na Suíça, o SIAC em Portugal) com os contactos certos.

Um conselho que vale ouro

O chip só ajuda se os teus contactos estiverem certos na base de dados. Sempre que mudares de casa ou de telefone, atualiza-os, no AMICUS na Suíça e no SIAC em Portugal. Para os gatos, regista o chip numa base de dados, mesmo que não seja obrigatório. É assim que um animal perdido volta a casa.