Antes de partir ·
Os 12 erros mais comuns de quem emigra para a Suíça (e como os evitar)
Vir sem a língua, dizer «aceito qualquer trabalho», perder o prazo do seguro de saúde, cair num leasing ou numa burla: os erros que vemos todas as semanas, e o que fazer em vez disso.
A maioria dos problemas de quem emigra para a Suíça não vem da falta de trabalho, mas de erros evitáveis: vir sem a língua da região, sem um dossiê no formato suíço e sem dinheiro para os primeiros meses. São os erros que vejo há anos, no escritório e na comunidade.
Antes de partir
1. Dizer «aceito qualquer trabalho, em qualquer cantão». Para um patrão suíço, isto quer dizer «não sei fazer nada em particular». Escolhe uma ou duas profissões e a região cuja língua falas, e candidata-te a sério.
2. Vir sem a língua da região. É o critério que mais pesa numa candidatura, mesmo em profissões manuais. Começa a aprender antes de partir, nem que seja 20 minutos por dia.
3. Vir sem dinheiro de reserva. Entre a caução da casa (até 3 meses de renda), a primeira renda e as semanas até ao primeiro salário, são precisos facilmente mais de 10 000 francos. Faz as contas na calculadora do custo de vida.
4. Acreditar em ofertas «com casa e contrato garantidos», que pedem uma taxa ou dados bancários. Na Suíça ninguém te pode cobrar para te arranjar trabalho. Verifica sempre a oferta antes de pagar ou de viajar.
O dossiê
5. Enviar o CV português traduzido à pressa. Na Suíça, o CV leva fotografia, está na língua da empresa e vem com os certificados de trabalho. Faz o teu CV no formato suíço.
6. Um CV com muitos patrões em pouco tempo. Muitos empregos curtos seguidos fazem o recrutador desconfiar. Agrupa as experiências parecidas e explica as mudanças (formação, línguas, emigração).
7. Enviar a mesma carta a todas as empresas. Uma carta curta, feita para cada oferta, vale mais do que cem cartas iguais.
Quando chegas
8. Não te anunciares na comuna e não fazer o seguro de saúde a tempo. Tens 3 meses para fazer o seguro de saúde; depois, além do prémio, pagas um suplemento. Anuncia-te na comuna nos primeiros dias.
9. Trabalhar ao negro. Sem contrato nem descontos, não tens seguro de acidentes, nem desemprego, nem reforma, e arriscas uma multa. Exige sempre um contrato escrito.
10. Assinar um leasing de carro logo nos primeiros meses. A mensalidade, o seguro casco e as despesas pesam durante anos, e um atraso fica registado no ZEK. Primeiro estabiliza o salário e a casa.
11. Deixar acumular faturas. Uma dívida que chega às execuções (poursuites) fica 5 anos no extrato, e sem um extrato limpo é muito difícil alugar uma casa.
12. Ficar só entre portugueses. A comunidade ajuda muito no início, mas a língua, a rede de contactos e as melhores oportunidades vêm de te misturares com os suíços: cursos, clubes, associações do bairro.
O que fazer em vez disso
Antes de partir, faz o diagnóstico grátis do teu perfil: em 3 minutos percebes em que região e em que área tens hipóteses reais, e o que te falta.